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Sejam alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus

Na sociedade de hoje, alguns se dizem diferentes, outros indiferentes, e tudo passa a ser relativo. Vivemos no tempo de uma cultura do ‘normal’, onde nada mais é pecado. O ‘ser’ e o ‘viver’, para alguns, são palavras sinônimas que implicam em um só significado na vivência individual. No entanto, não é sempre que consigo viver aquilo que sou. O ser faz parte da minha identidade, não são números do meu RG, mas aquilo que é íntimo, essência, como Deus me conhece.

Não caiamos no relativismo, em uma “cultura” que nega Deus, em uma cultura de morte que faz apologia ao aborto e ao suicídio, no relativismo também com relação à religião e à fé (achar que se pode professar duas ‘fés’ ao mesmo tempo) e à própria identidade de homem ou de mulher. Você é aquilo que Deus lhe fez! Só assim encontrará a verdadeira felicidade.

Quando descobrimos nossa vocação, descobrimos nossa identidade, algo íntimo que Deus fez para cada um de nós, que somos chamados a ter. Assim, precisamos optar pela vivência total daquilo que Deus nos chama, cada um em sua forma de vida. Viver sem nada reter. Só vale a pena se a oferta for total, e só quem ama é capaz de se ofertar em serviço. A vida só vale a pena ser vivida se for para o outro. Como é triste ao final da vida alguém perceber que não foi útil, não cuidou, não ajudou, não criou, não acrescentou, não amou. É alguém que viveu sem sentido, viveu somente para si.

Todos acham normal tudo no mundo, menos um jovem escolher deixar tudo para viver a radicalidade do Evangelho ou mesmo, em seu próprio dia-a-dia, testemunhar isso. Não acham normal alguém encontrar sua vocação e, assim, vivê-la. O mundo não tem vergonha de fazer propaganda de suas propostas sujas, vomita na sociedade tudo que há de pior. Porque não podemos ser radicais em viver aquilo que Deus quer? Porque não dar aquilo que temos de melhor: nossa experiência com Deus? Cristo nos pede para que sejamos ousados, corajosos, verdadeiramente fiéis a Ele! Não tenhamos medo de testemunhar Jesus, de falar de Jesus, de estar com Jesus, de pertencer a Jesus!

Precisamos ser firmes e persistentes no que Deus tem para nós e o único caminho é a vida de oração. Sem esse encontro pessoal com Ele, nos cansamos, perdemos as forças, ficamos desmotivados. Agora precisamos “ir contra a corrente” – como disse o Papa Francisco – e não esquecer quem nos chama. Se um dia achar que sua fé está pouca se lembre da experiência que Deus lhe deu com o Seu amor. Só não podemos nos render aos clamores da carne e do mundo, ao mero prazer hedonista, que não tem uma fonte contínua que lhes sustentem. Deus nos dá a Fonte que nunca seca.
Devemos ser diferentes do mundo, e passar a ser considerados loucos em ir contra o que a sociedade apresenta como “grandes valores”. Graças a Deus, podemos ser vistos assim, pois, quando pararem de nos ver dessa forma, haverá algo de errado com a vivência de nossa vocação, que implica em testemunho do Evangelho vivo e atual de Cristo. Devemos ser felizes por sermos católicos, professarmos nossa fé, por viver os ensinamentos da Igreja que é mãe; felizes por ter realizado um encontro pessoal com Cristo, Nosso Senhor e Salvador; felizes por responder ao chamado que Ele nos fez e continua a fazer.

Não podemos permanecer paralisados, presos as nossas próprias realidades. Devemos permitir que Deus nos tire da inércia e nos impulsione a abraçar com amor a vontade D’Ele em nossas vidas. É urgente que nos abramos ao novo de Deus que quer por meio do Espírito Santo, realizar um reavivamento em nosso coração, nos dando a Graça de mergulhar no Carisma Siloé. Ele quer nos mostrar que como jovens Siloé somos capazes de grandes coisas, de que com coragem, ousadia, e a força do Espírito Santo podemos anunciar o Evangelho aos quatro cantos do mundo.

“Sejam alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus.” (Bento XVI)


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por Matheus Santos
Coord. do Projeto Nova Juventude

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