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A tua fé te salvou – Mt. 9, 22.

 O ano da fé foi proclamado para que a Igreja renove o entusiasmo de crer em Jesus Cristo vivo e ressuscitado. O Papa com estes pronunciamentos não quer dizer que antes a igreja não estava vivendo a fé em Jesus, mas que ela precisa no meio de um cristianismo tão desacreditado, vivenciar com mais fervor, para que o mundo perceba nos cristãos um sentido de vida diferenciado. Precisamos ter um encontro pessoal com Jesus, para que ele nos dê forças para lutarmos e não possamos cair na incredulidade e em querermos achar que não existe mais jeito para este mundo.

O encontro pessoal com Jesus nos dá um novo sentido à vida, passamos a valorizar os outros que estão ao nosso redor e que muitas vezes esperam de nós uma forma diferente de viver. Devemos ser diferentes neste mundo, e que esta diferença seja para melhor, o mundo nos ignora. E é exatamente ai onde devemos entrar com o nosso entusiasmo e a determinação para testemunhar nossa fé em Jesus Cristo.
Neste ano que iremos exercitar mais nossa fé, precisamos da pessoa de Jesus Cristo, para que sejamos por ele fortalecidos, e que nada nos possa impedir de depositar a nossa total confiança nele.

A fé em Deus indica que a plenitude do homem consiste no amor, no acolhimento de sua mensagem. É no meu bom relacionamento com o outro que irei comprovar que a minha fé está sendo verdadeira, e que Cristo está sendo presença viva em mim. Fé que não me leva a uma mudança de comportamento é porque alguma coisa ainda precisa ser transformada na minha vida. É pelo testemunho que o cristão começa a mostrar sua fé em Jesus. Fomos criados para um amor verdadeiro, experimentado na pessoa de Jesus Cristo ressuscitado.

Pela fé cremos no Evangelho e na Ressurreição
À necessidade do Papa que o credo se torne mais conhecido. Não é o maior desejo da igreja que o credo seja apenas conhecido pelos seus fiéis, mas que ele se torne reconhecido por todos.

Tornar conhecido: É simplesmente saber da existência de algo. Isso pode muitas vezes me levar apenas a ser uma pessoa que tem o conhecimento, eu sei que existe mas não dou o devido valor nem a devida importância. Por isso, a igreja preocupada com o seu rebanho, que não estão mais buscando valorizar as práticas espirituais, vem neste ano de 2013 lançar este apelo para todo o povo de Deus que estão levando uma forma de vida muito superficial e uma fé sem sentido. Onde este tipo de fé não o leva a uma busca de Deus com mais entusiasmo, e a fé é levada e vivida na maior superficialidade como se não tivesse nenhum valor.

Tornar reconhecido: Esta diferença entre o conhecimento e o reconhecimento se faz muito importante para todos nós que buscamos uma união com Deus e com os outros.
Com o conhecimento temos a certeza de da existência de algo, mas não passa de um simples conhecer, algo muito vazio. O reconhecimento nos leva não só a conhecer o outro, mas o reconhecimento daquilo que o outro é. Reconhecer é dar valor aquilo que conhecemos, não se pode valorizar aquilo que não se conhece e não se pode amar aquilo que não somos capazes de reconhecer.
Baseado nessa tese, o santo padre determinou o ano de 2013 como ao ano da fé, para que os fiéis procurem reconhecer a necessidade de terem uma fé solidificada na pessoa de Jesus. Eis ai a necessidade do Papa, que o credo seja reconhecido, e não apenas conhecido como ainda é até hoje para muitos de nós.

A fé não é um sentimento intelectual
Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc 16, 16). A fé não é simplesmente um sentimento intelectual do homem, as verdades particulares sobre Deus, é um gesto mediante ao qual me confio livremente a um Deus que é pai e ama, é a adesão a um “tu” que me dá esperança e confiança.
A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem. É ter a certeza do encontro deste Deus verdadeiro que nos sustenta a cada dia.

É Deus que é bom, o homem nem sempre corresponde a este amor, a esta bondade de Deus, que está sempre querendo nos conduzir por seus caminhos. Precisamos deixar Deus nos dar o seu direcionamento, somente assim descobriremos o verdadeiro sentido para nossas vidas. Crer em Jesus é um gesto de adesão ao seu infinito amor, amor esse que foi provado no madeiro, numa total entrega pela humanidade.
A falta de fé na humanidade é tão grande, que muitos zombam daqueles que a procuram exercitar mesmo em meio as tribulações que surgem no dia a dia.

Ter fé é como quem semeia uma semente, há aqueles que desprezam, aqueles que repreendem, aqueles que zombam. Se temermos não teremos mais nada para semear, e no dia da ceifa permaneceremos sem colheita.
Não devemos deixar de crer, porque o mundo não crer. Assim estaríamos também como descrentes e isso não seria bom para nossa vida de cristãos batizados.

O ato de fé só é possível com o auxilio do Espírito Santo
A fé é um dom de Deus vinda do seu próprio coração, mas é também um ato profundamente livre e humano (CIC - 154).
O homem é livre para aderir as propostas de Deus ou as rejeitá-la, e a sua felicidade está em sua livre escolha, pois o livre arbítrio que Deus o deu, lhe fará feliz ou infeliz para sempre.

A igreja nos pergunta: como estamos vivenciando nossa fé
A igreja está preocupada como os cristãos estão vivenciando nossa fé. No mundo em que o individualismo parece reinar, não estamos mais nos esforçando para o exercício da partilha fraterna.
A fé é uma adesão pessoal (Eu creio em Deus Pai, Filho e Espírito Santo), porém precisa ser exercitada comunitariamente, para que ela passe a ter o seu verdadeiro sentido na Igreja e no mundo.

A fé que não me leva a uma mudança de comportamento, a uma confiança total em Deus e um bom relacionamento com o outro, não pode ser considerada uma fé madura, mas se faz necessário uma adesão maior a Deus.
A fé me leva a uma total confiança e entrega a Deus, pois é nele que deverá está toda nossa confiança. Para que possamos vivenciar a nossa fé, é preciso estar unidos a cristo e sua Igreja, precisamos estar na videira para que não desanimemos da nossa busca a santidade (Jo 15, 1-8).

“Fé não está na clareza do que se vê mais na escuridão do que se espera.”

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Por Raimundo Aires, Coord. Comunidade Siloé.

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